6 passos para as empresas integrarem as conclusões do Acordo de Paris na estratégia
17 Fev 2016

Com o Acordo de Paris, as alterações climáticas deixaram de ser uma realidade ambiental para passarem a ser uma realidade financeira. Apesar de não haver certezas sobre a implementação, com sucesso, de tudo o que foi acordado, é fulcral que as empresas reflitam sobre as implicações que o Acordo de Paris pode ter nos negócios.

Cláudia Coelho, Sustainable Business Solutions Director na PwC e oradora convidada num evento exclusivo para membros do BCSD, afirmou que “o Acordo de Paris marca a transição para uma economia de baixo carbono, refere vários mecanismos para a mudança, mas deixa muito trabalho a desenvolver em termos de concretização dos mecanismos”.

Os NDC (nationally determined contributions), por exemplo, são uma mudança significativa no business as usual. A redução global de 3% que os NDC implicam é aproximadamente o que o Reino Unido ou a França conseguiram desde 2000 – pode não parece revolucionário, mas é muito significativo se atingido por todos os países. Para Cláudia Coelho “os NDC serão um primeiro de muitos passos na direção certa”.

O Acordo de Paris prevê também que os países possam procurar colaboração internacional na implementação dos NDC, o que remete para comércio internacional de emissões. Na opinião de Cláudia Coelho “o acordo reconhece a importância de fornecer incentivos para redução de emissões, incluindo ferramentas como políticas domésticas ou preço de carbono, mas ficou um pouco aquém do que era esperado para o mercado de carbono”.

Um dos aspetos positivos é o facto do uso do carvão estar na mira da eliminação. Em oposição ao carvão, o Acordo de Paris canaliza o investimento para a economia de baixo carbono, seja através das renováveis, infraestruturas de transporte ou biocombustíveis.

Em jeito de síntese e de forma muito prática, Cláudia Coelho deixou um conjunto de seis passos que as empresas devem ter em conta de imediato, já que “os investidores vão passar a analisar estes riscos e as empresas vão ter novos pedidos para responder”.

 

Acordo de Paris: próximos passos para as empresas

• integração do preço do carbono nas análises de investimento e risco;

• alinhamento dos objetivos estratégicos com os objetivos do Acordo de Paris (limitar o aquecimento do Planeta a 1,5ºC);

• compreensão do impacto das alterações climáticas e dos riscos e oportunidades da economia de baixo carbono no negócio, seja impacto direto ou indireto via cadeia de fornecedores;

• comunicação das políticas e práticas da empresa, informação cada vez mais relevante para investidores;

• identificação de oportunidades de investimento em tecnologia limpa, incluindo green bonds;

• identificação de incentivos disponíveis para adoção de tecnologias limpas ou soluções de baixo carbono.

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