Acordo de Paris: alterações para as empresas
17 Fev 2016

As empresas vão e continuarão a ser afetadas pela regulação relacionada com as alterações climáticas. As metas do mercado de carbono – mecanismo da União Europeia criado em 2005 para combater as alterações climáticas e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa – foram definidas numa base de business as usual e ainda não estão adaptadas aos modelos de negócio emergentes.

Nuno Lacasta, Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) defendeu, num evento exclusivo para membros do BCSD, que “para Portugal a redução de 30 a 40% das emissões de CO2 impostas pelo mercado de carbono é perfeitamente atingível”. Lacasta realçou a importância do momentum da COP 21, que terminou com a celebração do Acordo de Paris, e identificou quatro motivos de regozijo:

1. O Acordo de Paris compromete os 195 países assinantes com o combate às alterações climáticas.

2. A cada cinco anos, os objetivos alcançados serão revistos por cada país, por forma a que sejam alcançadas metas cada vez mais ambiciosas.

3. A construção de métricas adequadas e comparáveis entre países, indicadores que vão necessariamente conduzir a uma maior capacidade de reportar e, consequentemente, a mais transparência. Estas métricas terão de integrar não só as metas do Acordo de Paris, como também os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável.

4. A renovação de um compromisso de financiamento que destina 100 mil milhões de dólares, por ano, para os países em desenvolvimento.

Como prioridades na descarbonização da economia, acredito que em Portugal será mais fácil avançar nas smart cities, no redesenho urbano, nas florestas e no setor agrícola. Neste sentido, na APA, vamos fazer uma nova modelação no roteiro de carbono. O diálogo com todas as partes interessadas vai ter de ser feito com foco e realismo e não com ambição desmedida”, concluiu Nuno Lacasta.

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