Alguns países vão olhar para o baixo carbono como uma oportunidade
23 Jul 2015

Fernanda Pargana, Secretária Geral do BCSD Portugal, esteve à conversa com José Eduardo Martins, sócio da Abreu Advogados desde 2005, que anteriormente tinha exercido o cargo de Secretário de Estado do Ambiente e de Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional num evento exclusivo para membros do BCSD Portugal.

Conseguirão as empresas serem parte da solução da economia de baixo carbono?
Tendo em conta a disponibilidade de financiamento, vamos ter de certeza um conjunto de países a olhar para o tema do baixo carbono como uma oportunidade, conseguindo tirar benefícios. No caso de Portugal, infelizmente as recentes privatizações não têm exigido metas de carbono, mas no setor privado, há empresas exportadoras que pelo desafio de se instalarem em outros países, têm uma postura muito responsável nestas matérias.

A Estratégia de Biodiversidade da União Europeia para 2020 prevê a avaliação económica dos serviços dos ecossistemas e a promoção da integração destes valores nos sistemas de contabilidade. Estamos preparados para este passo?
Antes da crise, a preocupação ambiental na Europa era maior. Na minha opinião, é difícil imaginar que a Europa pague uma taxa deste género e o resto do mundo não. Porque isso nos ia trazer um problema de competitividade. Considero que é preferível darmos passos mais pequenos.

Quais são as suas expetativas para a COP 21 (21ª Conferência das Partes no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas)?
Não estou especialmente otimista em relação à COP 21, mas consigo ver a China como financiadora mundial da economia verde. Temos de ter noção que a partir de 2020, vamos ter um Fundo Verde com 100 mil milhões de dólares anuais para aplicar em ações que apoiem a transição para a economia de baixo carbono. Outra boa notícia resultante da COP 21 seria o impulso para os mercados regionais de emissões começarem a funcionar.

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