Almoço-debate com Diogo da Silveira
16 Dez 2016

Diogo da Silveira, Presidente da Comissão Executiva da The Navigator Company e vice-presidente do BCSD Portugal, foi o orador convidado do almoço-debate do BCSD dedicado à “Sustentabilidade empresarial no contexto das alterações climáticas”. Diogo da Silveira começou por abordar o objetivo do Acordo de Paris que limita que a temperatura do planeta aumente em 2 graus para defender que “não basta reduzir as emissões de carbono para alcançar este objetivo”. “Outra solução passa por capturar o carbono em excesso, seja por via de processos de energia mais eficientes, seja pela plantação de mais árvores”, afirmou Diogo da Silveira. A Navigator conta com viveiros em Portugal e Moçambique com a capacidade de produzir anualmente 12 milhões de plantas em cada um dos países.

É necessário plantar milhões de hectares de floresta para além do que já existe porque sem floresta plantada a aritmética mostra que o objetivo do Acordo de Paris é impossível”, salientou o presidente da The Navigator Company. Ao longo das últimas décadas, a Navigator tem estado focada na descarbonização dos processos, sendo que a sua central solar fotovoltaica evita a emissão de 1140 toneladas de CO2 anualmente e que 70% do consumo de energia da Navigator provém de base renovável. Enquanto sumidouro de carbono, a floresta da Navigator captura 5,7 milhões de toneladas de CO2eq anualmente, o que corresponde a 1,5 milhões de voltas de carro ao planeta Terra. A Navigator integra o Forest Solution Group do WBCSD, que recentemente lançou um vídeo que explica o papel dos produtos florestais na transição para a economia de baixo carbono.

José Eduardo Martins, sócio da Abreu Advogados também foi orador convidado do almoço-debate. O antigo secretário de estado do ambiente defendeu que “a sociedade e as empresas tem de estar um passo à frente dos políticos porque tem o poder de querer fazer”. José Eduardo Martins defendeu também que “uma vez que a fileira agroflorestal assenta na utilização de recursos renováveis, é obrigação de toda a cadeia de valor torná-la mais eficiente e sustentável do ponto de vista ambiental”. “Desenvolver a plantação, melhorar a produção e contribuir para aumentar os sumidouros de carbono, são formas de robustecer o setor florestal”, acrescentou José Eduardo Martins.

Além de Diogo da Silveira e José Eduardo Martins, os almoços-debate do BCSD já contaram com António Mexia e Tiago Farias que abordaram a descarbonização da economia e António Rios de Amorim e Joaquim Borges Gouveia que falaram sobre inovação na gestão do capital natural. O objetivo destes almoços passa por reunir os associados do BCSD e convidados para que, em conjunto, discutam novos caminhos para a economia e novas formas de fazer negócio.

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