Aproximar as empresas ao ensino e vice-versa
21 Mai 2015

Hoje culmina um ano de trabalho. Quando juntámos o grupo de trabalho, não encontrámos nenhuma empresa com a questão das competências de recursos humanos resolvida. De forma pragmática, contribuímos para antecipar as necessidades de pessoas nas empresas, e vamos continuar a fazê-lo”, afirmou Fernanda Pargana, secretária geral do BCSD Portugal no evento “Competências críticas para o capital humano em 2020”, o palco de lançamento dos resultados do questionário da AÇÃO 1, que contou com a presença do Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

Os resultados divulgados estimam que 47 membros do BCSD Portugal vão criar até 11.200 empregos entre 2017 e 2020, sendo que as cinco áreas onde as empresas têm mais dificuldade em encontrar profissionais são: “engenharia tecnológica”, “comercial, marketing e comunicação de informação”, “ciências económicas”, “operações e logística” e “automação”. O estudo demonstra que as empresas consideram prioritário adequar o ensino profissional – do 10.º ao 12.º ano – às suas necessidades práticas de recrutamento: 70% das empresas avalia os currículos como desajustados, 70% considera o nível de conhecimento dos alunos desalinhado e 80% perceciona os candidatos como pouco preparados. Os detalhes dos resultados podem ser consultados no sumário executivo.

Rui Luz, Head of Consulting do Hay Group Portugal, empresa que integra o grupo de trabalho da AÇÃO 1 e que colaborou na elaboração do questionário e análise dos dados, comentou que “a via profissionalizante ou de capacitação profissional à saída do ensino obrigatório parece gerar consenso do ponto de vista de prioridade de atuação”.

Não menos importante, são os próximos passos da AÇÃO 1: definir e implementar um plano de ação para cativar os estudantes para as áreas de maior empregabilidade e, paralelamente, envolver um conjunto de stakeholders na edificação de soluções que contribuam para aproximar as empresas ao ensino. “Este projeto confere-nos legitimidade para extrapolar necessidades e perceber tendências e dá-nos ânimo para pensar em alargar o universo do questionário no próximo ano”, concluiu Fernanda Pargana.

Fotografias do evento | Multimédia

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