BCSD debate economia circular em Beja
18 Jun 2016

O modelo económico linear está esgotado e há que apontar as baterias para a economia circular. Em Beja, no evento “Promover a economia circular – Contributos do PERSU 2020”, o secretário de estado do ambiente, Carlos Martins explicou que, em 2017, no âmbito da economia circular, o ministério do ambiente vai focar-se em dois setores fundamentais: metalomecânica e cerâmica.

Carlos Martins desafiou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR) a identificar até dezembro, dois setores ou duas empresas da região para trabalharem com o Governo em projetos piloto de economia circular. A secretaria de estado do ambiente está muito empenhada em criar os incentivos que as empresas venham a ser agentes de novas formas, recursos e matérias-primas, para que o Planeta seja respeitado. O evento, que juntou empresas e municípios, foi promovido pela CCDR Alentejo, em parceria com o BCSD, Instituto Politécnico de Beja, NERBE, Resialentejo, AMCAL e EDIA.

No sentido de aferir a realidade alentejana, BCSD e Lipor dinamizaram grupos de trabalho que abordaram os desafios atuais da economia circular, por parte das empresas e das entidades públicas.

As empresas consideram primordial valorizar os resíduos tão perto quanto possível do local onde são gerados, promover estudos que identifiquem as oportunidades económicas resultantes de estratégias de economia circular entre setores e agilizar a passagem de resíduos a subprodutos. No Alentejo, os projetos piloto locais e ou regionais de economia circular, assentes em resíduos, podem abranger subprodutos como cascas de nozes e de amêndoas, caroço de azeitona, resíduos de mármore ou pó de lenha.

No que toca às entidades públicas, é necessário aumentar a recolha seletiva de resíduos, orientar os apoios públicos locais para a criação e estruturas regionais e locais de apoio à economia circular e num detalhe do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Urbanos 2020 (PERSU 2020), o montante resultante do agravamento da taxa de gestão de resíduos (TGR) deveria ser aplicado no financiamento de iniciativas de economia circular.

Ficou claro que a economia circular vai ser liderado pelas indústrias e que este é o momentum para a cooperação entre academia, organismos públicos e empresas.

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