FINANCIAR A SUSTENTABILIDADE | Plano de Recuperação e Resiliência

Incentivos | Instrumentos de Capitalização | Instrumentos de Dívida

Abr 2021

A Sustentabilidade no PRR

Com o objetivo de fazer frente aos graves impactos económicos e sociais na União Europeia decorrentes da pandemia COVID-19, o Conselho Europeu criou há alguns meses atrás o Next Generation EU, um instrumento temporário de recuperação a partir do qual se desenvolverá o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, onde se integrará o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal.

O PRR português terá aplicação nacional e contará com recursos de cerca de 14 mil milhões de euros de subvenções, a ser executados até 2026. O PRR encontra-se organizado em três dimensões estruturantes: a Resiliência, a Transição Climática e a Transição Digital. Estas dimensões serão concretizadas através de 19 Componentes que, por sua vez, integram 36 Reformas e 77 Investimentos.

Pretende-se, assim, com o PRR, implementar um conjunto de reformas e de investimentos que ajudem o nosso país a retomar o crescimento económico e a convergência com a Europa ao longo da próxima década.

Este impulso de estimular o crescimento sustentável de longo prazo da economia portuguesa terá de responder simultaneamente à prioridade europeia da dupla transição para uma sociedade mais ecológica e mais digital, sendo estas prioridades assumidas como os principais motores para a recuperação económica e social do conjunto da economia europeia.

Para salvaguardar o foco das intervenções apoiadas na sustentabilidade ambiental, a Comissão Europeia especificou no Regulamento do Instrumento de Recuperação e Resiliência concentrações obrigatórias que exigem que, pelo menos 37% do valor global do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, seja afeto a reformas e investimentos que contribuam para o combate às alterações climáticas. Adicionalmente, exige-se que todas as reformas e investimentos respeitem o princípio de não prejudicar significativamente os objetivos ambientais.

Fruto deste enquadramento, a sustentabilidade ambiental estará omnipresente no PRR. Desde logo, entre as três dimensões estruturantes do PRR, uma – a dimensão da “Transição Climática” – estará totalmente centrada na sustentabilidade ambiental. Esta dimensão, por si só, terá associada uma dotação orçamental de 2.888 mil milhões de euros, respondendo por cerca de 21% das subvenções totais afetas ao PRR e contemplará apoios dirigidos à mobilidade sustentável, à descarbonização da indústria, à bioeconomia, à eficiência energética em edifícios, ao hidrogénio e às renováveis.

Acresce que a sustentabilidade ambiental estará fortemente destacada nas outras duas dimensões estruturantes do PRR. Na dimensão da Resiliência, por exemplo, está prevista a Componente C8 dirigida às Florestas e a Componente C9 dirigida à Gestão Hídrica, sendo que a Componente C5 do Investimento e Inovação também enquadra as designadas Agendas Verdes para a Reindustrialização. Por sua vez, na dimensão da Transição Digital, existem preocupações de sustentabilidade ambiental em várias dos investimentos inseridos nas suas componentes.

O PRR materializar-se-á, assim, num instrumento fundamental ao serviço da promoção da sustentabilidade ambiental em Portugal. Aproveitemos da melhor forma possível os seus recursos para o financiamento de projetos verdes estruturantes, capazes de estimular o crescimento sustentável da economia portuguesa.

João Alves, Country Managing Partner, EY Angola, Portugal, Moçambique

Artigo Temático

Regulamento (UE) 2019/2088 – Uma breve visão panorâmica

Sustentabilidade no setor dos serviços financeiros

No passado dia 10 de Março de 2021, o Regulamento (UE) 2019/2088 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de Novembro de 2019, relativo à divulgação de informações relacionadas com a sustentabilidade no setor dos serviços financeiros (“Regulamento”), tornou-se, na sua maioria, diretamente aplicável nos ordenamentos jurídicos da União Europeia.

Este Regulamento insere-se no pacto legislativo apresentado pela Comissão ao Conselho ao abrigo do “Plano de Ação: Financiar um crescimento sustentável” que visa contribuir para a aplicação da Agenda 2030 e que tem três objetivos essenciais:

  1. Reorientar os fluxos de capitais para investimentos sustentáveis como forma de assegurar um crescimento sustentável e inclusivo – a este respeito foi adotado o Regulamento (UE) 2020/852, que estabelece critérios para determinar se uma atividade económica é qualificada como sustentável do ponto de vista ambiental (Regulamento Taxonomia);
  2. Promover a transparência e a visão a longo prazo nas atividades económicas e financeiras, que o Regulamento (UE) 2019/2089 visa implementar, e
  • Gerir os riscos financeiros decorrentes das alterações climáticas, do esgotamento dos recursos, da degradação do ambiente e das questões sociais.

Objeto

É no âmbito do ponto iii) supra que o Regulamento vem estabelecer determinadas regras harmonizadas de transparência aplicáveis aos intervenientes no mercado financeiro e aos consultores financeiros. Esta harmonização surge com o intuito de alcançar maior transparência na forma como os intervenientes no mercado financeiro tomam em consideração os riscos de sustentabilidade nas suas decisões de investimento ou nas suas atividades de consultoria para investimento.

Assim, os intervenientes no mercado financeiro e consultores financeiros passam, com a entrada em vigor do Regulamento, a estar adstritos a deveres de transparência relacionados com:

  • Integração de determinados riscos relacionados com um acontecimento ou condição de natureza ambiental, social ou de governação cuja ocorrência é suscetível de provocar um impacto negativo significativo efetivo ou potencial no valor do investimento – que o Regulamento define como “riscos em matéria de sustentabilidade”;
  • Consideração dos impactos das decisões e conselhos de investimento que resultem em efeitos negativos sobre as questões ambientais, sociais e laborais, e também sobre o respeito dos direitos humanos, a luta contra a corrupção e o suborno – definidos pelo Regulamento como “fatores de sustentabilidade”, e
  • Prestação de informações relacionadas com a sustentabilidade em relação a produtos financeiros.

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Categorias Temáticas

O conteúdo desta publicação será organizado pelos seguintes capítulos:

Incentivos

Os incentivos constituem mecanismos de estímulo ao investimento empresarial, apoiando usualmente projetos criação ou expansão de capacidades produtivas, projetos de qualificação em fatores dinâmicos de competitividade e projetos de internacionalização. Os incentivos podem ter natureza financeira (reembolsável ou não reembolsável) ou natureza fiscal.

Instrumentos de Capitalização

Os instrumentos de capitalização constituem mecanismos de facilitação de acesso a capital pelas empresas, assumindo normalmente a forma de investimentos em capital próprio ou quase-capital. Tipicamente, são implementados através de fundos de venture capital (designadamente seed e early stage) ou de business angels.

Instrumentos de Dívida

Os instrumentos de dívida constituem mecanismos de facilitação de acesso a capital pelas empresas com natureza reembolsável. Assumem normalmente a forma de linhas de crédito, obrigações, garantias ou outros instrumentos de partilha de risco. Tipicamente, são implementados através da banca (incluindo banca de fomento) ou de mercados de capitais.

Disclaimer: A compilação de instrumentos financeiros apresentada na presente newsletter não é, nem pretende ser, exaustiva. Esta newsletter reúne apenas alguns dos instrumentos disponíveis, considerados de particular relevância na matéria em causa, pelo que nenhuma das entidades que colabora na presente compilação se responsabiliza por uma compilação exaustiva da informação disponível. Mais ainda, a presente newsletter não se destina a qualquer entidade ou situação particular e, por isso, não substitui o aconselhamento profissional.

Incentivos

PROGRAMAS DE INCENTIVO EM DESTAQUE

 

Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos – PO SEUR

O PO SEUR pretende contribuir para a prioridade de crescimento sustentável, respondendo aos desafios de transição para uma economia de baixo carbono, assente numa utilização mais eficiente dos recursos e na promoção de maior resiliência face aos riscos climáticos e às catástrofes.

A estratégia subjacente ao PO SEUR alude a uma perspetiva multidimensional de sustentabilidade assente em três pilares estratégicos que estão na origem de 3 eixos de investimento: (i) Eixo I – Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os sectores; (ii) Eixo II – Promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos e (iii) Eixo III – Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos.

No âmbito do Eixo I, e até ao final de abril, encontra-se aberta uma call que visa apoiar projetos que se enquadrem na tipologia de intervenção “Produção e distribuição de fontes de energia renováveis” e tenham por objetivo a diversificação das fontes de abastecimento energético de origem renovável, aproveitando o potencial energético endógeno, garantindo a ligação das instalações produtoras à rede, reduzindo assim a dependência energética e contribuindo, desta forma, para a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os sectores.

A forma de apoio a conceder às candidaturas no âmbito deste aviso reveste a natureza de subvenção não reembolsável, com uma taxa máxima de financiamento de 85% das despesas consideradas elegíveis.

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EEA Grants Portugal

O EEA Grants visa reduzir as disparidades económicas e sociais no Espaço Económico Europeu e reforçar as relações bilaterais entre os países beneficiários e os países doadores.

Neste âmbito, encontra-se aberto um aviso, até ao final de maio, direcionado ao financiamento de empresas que desenvolvam produtos e tecnologias inovadoras, utilizando o lixo marinho como matéria-prima ou que criem condições da sua recolha para utilização como matéria-prima secundária de terceiros.

Concretamente, o presente aviso pretende explorar sinergias entre o programa Crescimento Azul e Meio Ambiente. O Programa Ambiente visa impedir a produção de lixo plástico marinho, apoiando a aplicação dos princípios da economia circular para impedir que o plástico das atividades terrestres acabe como lixo marinho. Por outro lado, o programa Crescimento Azul visa reduzir o lixo marinho financiando as empresas para o desenvolvimento de produtos e tecnologias inovadoras já disponíveis no mercado ou desenvolver novos, que usem lixo marinho como matéria-prima. Os dois programas contribuem para os mesmos objetivos, mas atuam em etapas diferentes e sequenciais da cadeia de valor: (i) prevenção do lixo marinho (ii) transformação do lixo marinho já existente.

A taxa de financiamento não deverá exceder os 70% do total elegível dos custos do projetos, até um montante máximo de 750.000 EUR por projeto, nas seguintes tipologias: (i) economia circular e verde, apoiando a eficiência dos materiais, o uso de subprodutos e valorização de resíduos, (ii) redução da utilização de materiais e recursos que terminam no oceano, (iii) soluções de recolha do lixo marinho, (iv) reciclagem e reutilização do lixo marinho processado ou não processado e (v) produção de ervas marinhas para gestão costeira e estabilização da costa.

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Programa LIFE (2021-2017)

O Programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE), é o fundo da EU dedicado exclusivamente a iniciativas relacionadas com o ambiente e ação climática. O objetivo geral do programa é o de contribuir para a transição para uma economia limpa, circular, energeticamente eficiente, hipocarbónica e resistente às alterações climáticas, incluindo pela transição para as energias limpas, para a proteção e a melhoria da qualidade do ambiente e para suster e inverter a perda de biodiversidade, contribuindo, assim, para o desenvolvimento sustentável.

Tendo os domínios do «Ambiente» e Ação climática» como principais pilares, o programa tem como objetivos estratégicos: (i) desenvolver, demonstrar e promover técnicas e abordagens inovadoras nos domínios das do ambiente e da ação climática, incluindo a transição para as energias limpas, e contribuir para a aplicação de melhores práticas no domínio da natureza e biodiversidade, (ii) apoiar o desenvolvimento, a aplicação, o acompanhamento e a execução da legislação e das políticas relevantes da União Europeia e (iii) estimular a implementação em grande escala de soluções técnicas de sucesso. Assim, o programa LIFE visa colmatar lacunas entre o desenvolvimento de novos conhecimentos e a sua aplicação, apoiando, por um lado a investigação e inovação e, por outro, a implementação em grande escala de tecnologias inovadoras.

Os detalhes do regulamento LIFE 2021, do programa de trabalho plurianual e dos convites à apresentação de propostas relacionados encontram-se ainda em discussão, no entanto, espera-se a abertura de avisos já nos próximos meses.

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OUTROS PROGRAMAS DE INCENTIVO DE ÂMBITO NACIONAL

  • Vale economia circular | Apoiar a transição do tecido empresarial nacional para uma economia circular, reforçando a sua competitividade e promovendo um crescimento económico sustentável
  • Programa de Recuperação e Resiliência | Visa apoiar, entre outros, intervenções de sustentabilidade ambiental (dimensão da transição climática). O programa não se encontra ainda operacionalizado, mas prevê-se a abertura de avisos ainda no primeiro semestre de 2021
  • Quadro Financeiro Plurianual 2021-2017 | Estruturado em quatro agendas temáticas onde a sustentabilidade dos recursos, a par da transição climática, assumem uma relevância central numa estratégia de desenvolvimento de médio e longo prazo (agenda temática 3: “Transição climática e sustentabilidade dos recursos”). O programa não se encontra ainda operacionalizado, mas prevê-se a abertura de avisos ainda no final do segundo semestre de 2021

 

OUTROS PROGRAMAS DE INCENTIVO DE ÂMBITO INTERNACIONAL

  • Programa digital europeu | Visa garantir a soberania tecnológica e acelerar a transição para a neutralidade climática
  • Connecting Europe Facility (CEF) | Visa apoiar o desenvolvimento de redes transeuropeias de elevado desempenho, sustentáveis e eficientemente interligadas nos domínios dos transportes, energia e serviços digitais
  • European Regional Development Fund (ERDF) | Visa reduzir as disparidades económicas e sociais da EU, em que “a economia de baixo carbono” representa uma das áreas prioritárias

INSTRUMENTOS DE CAPITALIZAÇÃO

INSTRUMENTOS DE CAPITALIZAÇÃO EM DESTAQUE

 

Blue Crow Innovation Funds

Foco de investimento: Ambiente (indústria, serviços e gestão); Energia (produção e sistemas de gestão); Fintech; Indústria 4.0; Internet of Things.

A BlueCrow é uma sociedade financeira fundada em 2010. A série Innovation investe em projetos industriais de I&D nacional a operar nas áreas da bioeconomia e em tecnologias de produção inovadoras. A BlueCrow aposta em equipas técnicas de excelência com competências comprovadas e transversais.

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EDP Ventures

Foco de investimento: Cleantech; Eficiência Energética; Energia (produção e sistemas de gestão).

A EDP Ventures é o braço de capital de risco do Grupo EDP. Está focada em investimentos em startups early-stage (início de atividade) que desenvolvam soluções/modelos de negócio com aplicação à área de energia. A EDP Ventures tem como objetivo promover a estratégia de inovação aberta no Grupo EDP no setor de energia e procurar as soluções mais criativas.

O foco do investimento em capital de risco assenta nas seguintes áreas: Energia limpa (energia renovável centralizada | O&M | monitorização e deteção de ativos); Redes inteligentes (infraestrutura de smart grids | gestão da distribuição de energia | resposta à procura | agregação de energia | micro-grids); Soluções focadas no cliente (novos modelos de preços | Eficiência energética | e-mobilidade | casas conectadas | solar distribuído); Armazenamento de energia (sistemas de armazenamento | gestão e controle de armazenamento); Inovação digital (computação na nuvem | big data e análises avançadas | IoT | manutenção preditiva | cibersegurança | AI | AR e VR | automação).

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Grosvenor – Sustainable Innovation Fund

Foco de investimento: Agricultura, Indústria, Energia Renovável, Economia Azul, Saúde e Ciências da Vida.

A Grosvenor é uma sociedade de capital de risco orientada para investimentos que promovam uma maior sustentabilidade dos modelos de negócio e da gestão das empresas. O Sustainable Innovation Fund assume como objetivo principal o apoio a projetos e empresas nacionais inovadores, diferenciados e comprometidos com critérios de sustentabilidade. O fundo investe sobretudo em empresas de excelência nas áreas da inovação tecnológica e da investigação e desenvolvimento, focadas sobretudo na biotecnologia, na inteligência artificial, em tecnologias blockchain e na nanotecnologia.

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Grupo Novo Banco – Fundo Momentum Sustentável

Foco de investimento: Tecnologia, Consumo Cíclico, Atividades Financeiras, Indústria Farmacêutica, Recursos Naturais, Atividades Indústrias, Energia, Utilities, Telecomunicações. 

O Grupo Novo Banco, através da GNB – Fundos Mobiliários, dispõe de uma oferta completa e diversificada de fundos de investimento, abrangendo um vasto espetro de empresas e horizonte temporais. O Fundo Momentum Sustentável tem como objetivo proporcionar aos participantes o acesso a uma carteira diversificada, do ponto de vista geográfico e setorial, de ações que, para além dos critérios financeiros, privilegia o investimento empresas que adotam as melhores práticas ao nível dos três pilares fundamentais da sustentabilidade (ambiente, sociedade e governance).

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HCapital – Fundo New Ideas

Foco de investimento: Agricultura e agro indústria; Alimentar; Cleantech; Eficiência Energética; Eletrónica; Energia (produção e sistemas de gestão); Habitat (construção, cerâmica, mobiliário, prod. Metálicos, outros); Indústria 4.0; Internet of Things; Saúde (farmacêutica, serviços); Tecnologias de Informação e Comunicação; Tecnologias de Produção.

HCapital é uma sociedade de private equity independente, que investe num espectro alargado de empresas, desde start-ups a empresas maduras, através de fundos dedicados. O Fundo New Ideas investe em empresas jovens, com modelos de negócio validados ou a entrar numa fase de aceleração do crescimento. É um fundo especialista, focado em empresas inovadoras e modelos de negócio enquadrados no âmbito de (i) Energia, (ii) Territórios Inteligentes e Mobilidade, (iii) Processos Industriais, (iv) Dados e Conectividade.

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IM Gestão de Ativos – Iberia Equities ESG

Foco de investimento: O Fundo segue essencialmente um processo bottom-up que não privilegia setores ou valores de capitalização específicos, focando sobretudo as empresas que adotam as melhores práticas ao nível da governação, direitos humanos e ambiente e abstendo de investir em setores controversos (e.g. tabaco, jogo, armamento pessoal).

A IM Gestão de Ativos é uma entidade pioneira na gestão de fundos de investimento mobiliário em Portugal, oferecendo soluções de investimento e reforma adequadas ao perfil de risco do investidor nas diferentes classes de ativos e para diversos horizontes temporais. O Fundo Iberia Equities ESG está orientado para proporcionar aos participantes a valorização do capital a médio e longo prazo através do investimento em empresas cotadas nos mercados regulamentados em Portugal e Espanha ou, se cotadas noutro mercado regulamentado, com gestão ou fontes de receitas relevantes nestes dois mercados.

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OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITALIZAÇÃO DE ÂMBITO NACIONAL

 

OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITALIZAÇÃO DE ÂMBITO INTERNACIONAL

INSTRUMENTOS DE DÍVIDA

PROGRAMAS DE INSTRUMENTOS DE DÍVIDA EM DESTAQUE

 

Social Investe

Foco de Investimento: Apoio à Economia Social. 

O Social Investe materializa-se através de uma linha de crédito bonificada e garantida que visa o incentivo ao desenvolvimento de negócios inseridos no setor social, facilitando assim o acesso ao financiamento de atividades de natureza social e solidária.

Este instrumento de dívida destina-se a IPSS, mutualidades, misericórdias, cooperativas, associações de desenvolvimento local e outras entidades de economia social e delineia três principais objetivos de investimento, (i) o reforço da atividade social e solidária em áreas existentes e novas áreas de intervenção, (ii) a modernização dos serviços prestados e (iii) modernização da gestão e reforço de tesouraria.

De forma a serem elegíveis, as entidades deverão ser economicamente viáveis, realizadas dentro do território continental, sediadas em Portugal e visar os objetivos da Social Investe. Para além disto, a aplicação do financiamento deverá prever a criação de postos de trabalho líquida na entidade.

Celebrado entre o IEFP, a CASES, a SPGM, as sociedades de garantia mútua e as instituições de crédito, a Social Investe apresenta bonificação da taxa de juro e da comissão de garantia e é garantida pelo Sistema Nacional de Garantia Mútua. As condições da linha de crédito estão dependentes do empreendimento do financiamento pelas entidades, dividindo-os em dois tipos de investimento. As entidades de economia social que pretendam reforçar a atividade e/ou modernizar os serviços – Eixo I – contemplam um empréstimo até 100.000€, com um prazo de operação até sete anos e uma bonificação de taxa de juro de 1,75% nos primeiros três anos. Por outro lado, as que visam a modernização da gestão e reforço de tesouraria – Eixo II – poderão obter um empréstimo até 75.000€, com um prazo de operação de cinco anos e bonificação de taxa de juro de 1,85% nos primeiros três anos.

As instituições de crédito aderentes são o Banco Comercial Português, o Banco Português e Gestão, Banco Português de Investimento, Caixa Económica Montepio Geral, Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola Mútuo e Novo Banco.

Na candidatura, as entidades deverão apresentar o pedido de financiamento, acompanhado pela declaração de qualidade de destinatário emitida pela CASES, junto da instituição bancária selecionada.

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Linha BPI /BEI Eficiência Energética

Foco de Investimento: Projetos de Eficiência Energética.

A Linha Eficiência Energética é uma parceria exclusiva entre o BPI e o Banco Europeu de Investimento (BEI) que consiste numa linha de crédito e garantia de 50 milhões de euros concedida pelo BEI para distribuição exclusiva em Portugal através do BPI, tendo em vista o financiamento de projetos de Eficiência Energética realizados em território nacional por empresas residentes e a operar em Portugal.

Trata-se do 1º acordo celebrado em Portugal ao abrigo do Instrumento de Financiamento Privado para a Eficiência Energética (PF4EE), uma iniciativa conjunta do BEI e da Comissão Europeia para promover o desenvolvimento da eficiência energética e os pequenos investimentos em energias renováveis realizados pelo sector empresarial em Portugal, beneficiando do apoio da União Europeia no âmbito do Programa LIFE – Programa para o Ambiente e Ação Climática.

A linha de crédito destina-se a empresas Portuguesas, que não SGPS, incluindo Empresários em Nome Individual (ENI); Associações, desde que tenham contabilidade organizada e estejam certificadas pelo IAPMEI como PME; Empresas que desenvolvam atividade no Sector Social, desde que exerçam atividade económica enquadrável (aferida através da existência de volume de negócios), disponham de contabilidade organizada devidamente certificada pelo IAPMEI como PME e cumpram os demais requisitos da Linha; e Entidades Públicas, desde que o financiamento seja efetuado através do modelo ESCO.

Alguns dos projetos elegíveis consistem em intervenções de eficiência energética em edifícios existentes, ao nível da performance térmica da envolvente e dos sistemas do edifício, assim como produção descentralizada de energia; projetos de eficiência energética em indústrias, que reduzam o consumo energético e não aumentem a capacidade produtiva em mais de 30%; modernização de sistemas de iluminação pública (através do modelo ESCO); geração de energia renovável a partir de biomassa e biogás, para autoconsumo; e outras medidas promotoras de redução de consumo de energia ou que tenham sido identificadas em auditorias energéticas.

O montante mínimo das operações elegíveis deve ser superior a 40 mil euros. No que diz respeito ao limite máximo, este varia consoante o tipo de operação, sendo que é de 5 milhões de euros no caso de projetos realizados por PME ou outras entidades que não empresas;1.125 mil euros nos restantes casos; e no caso de financiamentos através de ESCO, o montante máximo é aferido por projeto ou, por intermediário (ESCO). Assim, uma ESCO pode desenvolver diversos projetos de investimento enquadrados na Linha, desde que o montante global não ultrapasse os limites acima referidos. Adicionalmente, poderá ser financiado até 100% do investimento elegível.

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OUTROS PROGRAMAS DE INSTRUMENTOS DE DÍVIDA DE ÂMBITO NACIONAL

 

OUTROS PROGRAMAS DE INSTRUMENTOS DE DÍVIDA DE ÂMBITO INTERNACIONAL

  • EU Programme for Employment and Social Innovation (EaSI) | Instrumento financeiro criado pela Comissão Europeia que prevê o fornecimento de microcrédito a empresas de empreendedorismo social
  • Natural Capital Financing Facility | Instrumento financeiro criado pelo BEI e pela Comissão Europeia que apoia projetos que visem a biodiversidade e a adaptação às mudanças climáticas através de empréstimos e investimentos personalizados, apoiados por uma garantia da EU

 

Publicações Complementares

O BCSD Portugal é o parceiro nacional responsável pela implementação do projeto ESI Europe. O modelo ESI foi reconhecido pelo Global Innovation Lab for Climate Finance como um dos instrumentos mais promissores para mobilizar investimentos do setor privado em eficiência energética. Saiba mais aqui.