Incorporação voluntária do preço de carbono na Microsoft
17 Fev 2016

A Microsoft é uma empresa neutra em carbono, isto é, compensa todas as emissões de CO2 que provêm da sua atividade. O compromisso carbono neutro é uma questão que integra a cultura da empresa, em toda a parte do mundo.

Num evento exclusivo para membros do BCSD, João Couto, diretor geral da Microsoft, explicou que a liderança ambiental da empresa assenta em três pilares: be lean – redução do consumo de energia e viagens de avião para reuniões que passaram a ser realizadas com recurso a tecnologia; be green – escolhas responsáveis em relação a energia, água e resíduos; e be accountable – quantificação do impacto do carbono.

O tema da incorporação do preço do carbono nas operações é um exercício voluntário da Microsoft, que leva quase quatro anos, que tem como objetivo internalizar o impacto ambiental das operações, ou seja, refletir o preço das emissões de CO2 nas contas da empresa. O primeiro passo foi a constituição de equipas responsáveis por analisar as emissões provenientes dos data centers, escritórios, laboratórios e viagens aéreas e consequente implementação de projetos de redução de consumos de energia. Para o sucesso destas equipas foi fundamental envolver os colaboradores da Microsoft através de programas de sustentabilidade ambiental.

As emissões de carbono passaram a ser monitorizadas por um software e reportadas via Carbon Disclosure Program – este trabalho alavancou a transparência da Microsoft no relato dos impactos ambientais e contribuiu para melhorar e otimizar a cadeia de valor.

Ao longo deste processo voluntário, a Microsoft assumiu o compromisso de consumir energias renováveis sempre que há disponibilidade deste tipo de energia e tornou-se num investidor de projetos de renováveis. Outro dos compromissos é a diminuição da pegada carbónica dos clientes – a Microsoft está envolvida em projetos relacionados com a gestão inteligente de edifícios, smart cities ou gestão de frotas. Internamente, o design dos novos equipamentos evidencia a preocupação da empresa com a eficiência de recursos. A cada um destes projetos são atribuídos créditos de carbono que cada país tem de gerir, de forma a cumprir os objetivos nacionais traçados.

Para calcular a pegada carbónica, criámos mecanismos para determinar a taxa de um conjunto de indicadores de carbono. Esta taxa de carbono, inspirada no valor real de mercado mas adaptada com uma proxy interna, integra o orçamento de cada país e departamento como um custo. No entanto, o montante funciona como um mecanismo de financiamento de projetos de sustentabilidade em cada país”, explicou João Couto.

O diretor geral da Microsoft acrescentou que, para o sucesso da iniciativa, foi fundamental gerar sensibilização e estímulo para a sustentabilidade e, criar incentivos que contribuíssem para o alcance das metas nacionais definidas. Nos primeiros três anos do projeto, os resultados foram muito animadores: poupança anual de energia de 10 milhões de dólares, redução das emissões de CO2 em cerca de 7,5 milhões de toneladas equivalentes e investimento na produção de 10,2 Kwh de novos projetos de energia renováveis.

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