Integrar informação financeira com não-financeira
5 Abr 2016

Entre 2010 e 2016, segundo dados do Carbon Disclosure Project (CDP), as empresas que implementaram ações de redução de emissões de carbono aumentaram de 47 para 89%. O mercado financeiro está muito atento a este movimento, que vai ser a chave para cumprir as metas do Acordo de Paris. Os investidores começam a ver os projetos de combate às alterações climáticas como oportunidades de investimento e um dos primeiros passos que as empresas dão neste sentido é a eficiência energética.

Estas são algumas das conclusões que Diana Guzman, diretora do CDP para a Europa do Sul apresentou no evento exclusivo para membros do BCSD – “A energia como fator de desenvolvimento económico num contexto de descarbonização”. Diana defendeu que do ponto de vista legal, a directiva 2014/95/EU impõe que a partir de janeiro de 2017 uma grande parte das empresas passe a reportar a tradicional informação financeira integrada com a informação não-financeira, isto é, com temas relacionados com os impactos ambientais, segurança dos produtos, capital humano, eficiência no uso de recursos, inovação, biodiversidade, emissões de carbono ou direitos humanos. Isto são também exemplos de alguns dos temas que os investidores tentam perceber antes de tomarem a decisão de investimento.

O Carbon Disclosure Project (CDP) é uma plataforma que funciona em mais de 80 países, onde mais de 5600 empresas reportam temas ambientais. Em 2016, os investidores que recorrem ao CDP para tomarem decisões de investimento, representam mais de 100 mil milhões de dólares americanos em ativos.

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