Bioeconomia e cidades sustentáveis: novos grupos de trabalho
12 Abr 2017

O BCSD lançou dois novos grupo de trabalho: um dedicado às cidades sustentáveis e outro dedicado à bioeconomia. O grupo de trabalho cidades sustentáveis vai definir uma linha de atuação para 2017 e 2018, tendo em conta que a existência de cidades que promovam uma qualidade de vida crescente aos seus cidadãos, é um dos principais desafios para o setor público e privado. A Comissão Europeia estima que em 2020 cerca de 80% dos cidadãos europeus viverão em cidades. Este facto implica a necessidade de antecipar uma gestão capaz de promover o planeamento e o design urbano sustentável da cidade. Para o setor público é necessário identificar políticas e estímulos que promovam a existência de cidades com poucas emissões de CO2, como boa mobilidade, edifícios inteligentes, simbioses industriais e poucos resíduos e, entre outros, com uma eficiente utilização da água. Para o setor privado é necessário identificar as oportunidades e desenvolver soluções tecnológicas, processos e induzir comportamentos que permitam às cidades europeias reduzir as suas emissões de CO2 indo assim ao encontro das metas europeias. Neste âmbito, mais de 6000 cidades europeias assinaram voluntariamente o compromisso Covenant of Mayors, em que se comprometem com ações concretas para diminuir as emissões de CO2. As empresa que integram este grupo de trabalho são: Ageas, Brisa, Deloitte, Lipor, Loyal Advisory, NOS, PT portugal, PwC, Siemens, SIMAS e Viasat.

O grupo de trabalho bioeconomia tem como objetivo acompanhar a agenda europeia desta área e dar os primeiros sinais para que o tema seja incorporado na economia nacional. Na primeira reunião deste grupo de trabalho, os associados do BCSD definiram um plano de ação que prevê trabalhar o tema da bioeconomia entre os associados e em Portugal. O BCSD tem vindo a acompanhar a evolução deste tema através de uma ligação permanente com o European Forest Institute. Segundo a Comissão Europeia, a bioeconomia incorpora a produção de recursos biológicos renováveis e a respetiva conversão em alimento, ração, produtos biológicos e bionergia, incluindo, assim, a agricultura, silvicultura, pesca, alimentação, produção de papel e pasta de papel e partes das indústrias química, biotecnológica e energética. Temas como serviços dos ecossistemas e turismo sustentável, sendo particularmente relevantes para os países do sul da Europa, também são abrangidos pela bioeconomia. A Comissão Europeia adotou em 2012 a estratégia “Inovar para o Crescimento Sustentável: uma Bioeconomia para a Europa”. Esta estratégia vai entrar em revisão brevemente , sendo relevante que Portugal consiga manifestar a sua opinião sobre como pode a bioeconomia ser incorporada de forma estrutura e estratégica na economia nacional.

Partilhe este artigo

Links relacionados

+ Notícias

BCSD Portugal lança Guia do CEO para a Bioeconomia Circular

BCSD Portugal lança Guia do CEO para a Bioeconomia Circular

O BCSD Portugal lançou o Guia do CEO para a Bioeconomia Circular, que visa dar aos líderes empresariais uma compreensão do conceito e das oportunidades que a Bioeconomia Circular tem para oferecer ao setor privado. O reconhecimento de que o capital natural é finito obriga hoje as empresas a uma enorme e rápida adaptação das suas atividades e operação da cadeia de valor, no sentido de incorporar os princípios da Bioeconomia Circular.

read more
BCSD Portugal junta-se à iniciativa mundial Call on Carbon

BCSD Portugal junta-se à iniciativa mundial Call on Carbon

Foi lançada hoje a Call on Carbon, uma iniciativa global conjunta Climate Leadership Coalition, Haga Initiative e Skift Business Climate Leaders da qual o BCSD Portugal é parceiro e signatário, a par do Corporate Leaders Group Europe e da CER – Sustainable Business Network, com o objetivo de aumentar os investimentos climáticos e a tarifação do carbono.

read more

Leia as notícias online. Por um desenvolvimento sustentável.