O Acordo de Paris
14 Dez 2015

No Sábado, 12 de Dezembro, ao final da tarde/início de noite, o Acordo de Paris foi fechado em Le Bourget, nos arredores da capital francesa. Nas redes sociais começou a correr o vídeo do momento em que Laurent Fabius, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros de França e Presidente da COP 21 anunciou a proeza conseguida.

O Acordo de Paris representa as bases para o fim da opção pelos combustíveis fósseis, através de uma procura imediata de soluções ecologicamente sustentáveis que venham a contribuir para o equilíbrio do Planeta. É, sem dúvida, um sinal determinante para as finanças e para a comunidade empresarial, já que fica claro que os investimentos se devem virar para as energias renováveis. O acordo é vinculativo, com consequências na política interna dos vários países.

O conceito de neutralidade de carbono, que esteve em cima da mesa entre quinta e sexta-feira, desapareceu, mas a ideia continua presente no acordo: todos os países terão de atingir o pico das emissões o mais cedo possível e chegar, na segunda metade deste século, a um balanço entre emissões de gases com efeito de estufa e a sua remoção da atmosfera por sumidouros, como por exemplo, as florestas. Por outras palavras, não há metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa impostas aos países, tendo cada país liberdade para decidir o seu plano. No entanto, para assegurar que o limite de subida do termómetro não é ultrapassado, o acordo prevê um mecanismo de monitorização e reforço dos planos nacionais e propõe uma reavaliação das metas de redução de emissões de cinco em cinco anos.

Os países desenvolvidos prometem ampliar a ajuda às nações mais vulneráveis – o acordo prevê o reconhecimento das responsabilidades e prejuízos de cada país nas alterações climáticas e destina 100 mil milhões de dólares, por ano, para os países em desenvolvimento. O Acordo de Paris entra em vigor apenas em 2020. Até lá vai ser ratificado por, pelo menos, 55 países que representem, pelo menos, 55% das emissões globais de gases com efeito estufa.

Líderes políticos e de diplomacia reagiram de imediato ao Acordo de Paris e as suas declarações foram compiladas pelo Guardian. A Casa Branca veiculou um vídeo de Barak Obama que congratula o resultado alcançado em ParisPetter Bakker, Presidente e CEO do WBCSD também se dirigiu aos membros da rede regional – onde o BCSD Portugal se inclui – e aos stakeholders para agradecer todo o apoio e empenho no trabalho realizado no âmbito da COP 21, afirmando que o Acordo de Paris vai mudar tudo e que a transição para uma economia de baixo carbono é inevitável. Peter Bakker defende que, quando implementadas com dimensão, as soluções colaborativas vão ser críticas para tornar o Acordo de Paris realidade.

O BCSD integrou a comitiva portuguesa à COP 21 e esteve em Paris durante a semana passada. No BCSD, o primeiro contributo para os objetivos do Acordo de Paris é o projeto ECONOMIA DE BAIXO CARBONO – Soluções made in Portugal que reúne 32 soluções empresariais e que vai seguramente continuar a ser uma referência de como a ação das empresas, que entendem a mais valia de liderar esta nova economia, são parte importante da solução.

FOTOGRAFIAS DA COP 21 E DO WBCSD COUNCIL MEETING

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