Sociedade 5.0: uma proposta para o desenvolvimento sustentável
2 Abr 2019

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O conceito de Sociedade 5.0, tema central da Conferência Anual do BCSD Portugal, foi, no dia 25 de março, explorado por economistas, empresários, investigadores, professores, políticos, tecnólogos e empreendedores. Não se tendo concluído se será um objetivo utópico ou distópico (talvez um pouco dos dois?), foram claramente descritas as oportunidades realistas que esta abordagem estabelece rumo ao desenvolvimento sustentável: as vantagens da tecnologia ao serviço da humanidade, o acesso generalizado a serviços de saúde, as inúmeras melhorias da qualidade de vida, a diminuição do número de acidentes relacionados com a indústria e com a mobilidade, a possibilidade infinita de cocriação, a eficiência na utilização de recursos; e os desafios práticos da sua implementação: chegar a uma definição global de felicidade individual, alcançar a distribuição justa e global das oportunidades, conseguir uma aceitação geral de tecnologia omnipresente e omnipotente e resolver a crise de confiança gerada.

Algumas conclusões marcaram a discussão: desde o fim certo dos telemóveis a favor dos wearables ao facto de estarmos a falhar colectivamente no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, foi ainda referida a importância renovada dos artesãos para o crescimento da economia, o papel da educação para nutrir humanos completos que a tecnologia não pode substituir, a vitória de uma abordagem hiperlocal para a prosperidade da sociedade moderna e a clara vantagem estratégica que o foco na sustentabilidade representa para as empresas.

Em comum, todos os oradores tinham a consciência da urgência de um compromisso claro com a sustentabilidade do planeta e o bem-estar das pessoas. António Mexia, CEO da EDP e Presidente do BCSD Portugal, disse, logo na sessão de abertura, que “não basta ser rico para ter o que se se precisa, é necessária uma sociedade inteligente que contribua para o bem-estar de todos” e João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética, reiterou que “é uma tolice imaginar-se o crescimento só a partir dos indicadores financeiros; crescer significa crescer regenerando recursos num mundo hipocarbónico”.

“Sogo Fujisaki, vice-presidente da Fujitsu Limited, fez questão de reafirmar que, apesar de a tecnologia ser fundamental para o desenvolvimento sustentável, “os beneficiários da Sociedade 5.0 serão os humanos, não as máquinas, nem a inteligência artificial” e que “ter objetivos claros de desenvolvimento sustentável é uma responsabilidade que todos temos com as nossas empresas: se pensarmos a longo prazo, só os negócios sustentáveis terão hipóteses de ser bem-sucedidos.”

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